Call of Duty: Advanced Warfare

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Call of Duty: Advanced Warfare

Mensagem por Ronie Sanches em Ter 11 Nov 2014 - 10:31

Call of Duty: Advanced Warfare



Call of Duty: Advanced Warfare é um dos melhores games da franquia até o momento. Com um robusto pacote de conteúdo multiplayer e cooperativo, a Sledgehammer demonstrou que a série pode se reinventar sem perder o seu feeling característico.

É o mais novo game da franquia de tiro, que surgiu em 2003 com um jogo baseado em conflitos da Segunda Guerra Mundial. Hoje, 11 anos depois, o primeiro episódio da saga Advanced, desenvolvido pela Sledgehammer Games, oferece uma trama futurista e que gira em torno de equipamentos tecnológicos de última geração, capazes de transformar qualquer indivíduo comum em um soldado imbatível. Confira o review completo do game lançado para PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 3, Xbox 360 e PC.

A guerra avançada e o avanço da série



Diversos jogadores estavam receosos em relação ao lançamento de Advanced Warfare. Após o mediano Call of Duty: Ghosts, rotulado por boa parte dos fãs como o game mais fraco da franquia, muitos decretavam que Advanced conduziria a série ao fundo do poço, mesmo carregando o icônico nome Warfare.

Para trazer novos ares à franquia, a Activision colocou a novíssima série nas mãos da Sledgehammer, que também trabalhou com o clássico Modern Warfare 3. Assim que o estúdio norte-americano finalizou o terceiro e último episódio da saga Warfare no final de 2011, os desenvolvedores logo começaram a trabalhar no que seria a nova era de CoD.

Afinal, Advanced Warfare representa um retrocesso na história da famosa franquia de FPS? Para contrariar as negativas predições, o novo Call of Duty não só é um dos melhores shooters do ano, como também o mais divertido e frenético desde MW3.
Advanced Warfare é o primeiro episódio da saga futurista (Foto: Divulgação)Advanced Warfare é o primeiro episódio da saga futurista (Foto: Divulgação)


Kevin Spacey e seu exército modificado



Mais cinematográfica do que nunca, a nova trama conta com renomados atores hollywoodianos em seu elenco, como Troy Baker, interpretando o protagonista Mitchell e, é claro, Kevin Spacey no papel de Jonathan Irons, o presidente da Corporação Atlas, uma superpotência de aluguel.

A história começa no ano de 2054 com John Mitchell e seu fiel parceiro de guerra, ambos servindo a Marinha norte-americana. Durante uma missão de vida ou morte contra o exército sul-coreano, o protagonista perde um braço e ainda presencia a morte inesperada de seu companheiro.

Desiludido, Mitchell é convidado a representar uma verdadeira organização capaz de salvar vidas importantes: a Atlas Corporation. Lá, o jovem soldado tem acesso ao vasto arsenal de equipamentos tecnológicos da organização, incluindo exoesqueletos de última geração, armas laser e granadas modificáveis.Graças à tecnologia avançada, Mitchell consegue um novo braço mecânico para repor o que havia perdido.

Com uma trama futurista que não é capaz de escapar dos clichês, a dinâmica da campanha continua seguindo à risca a linha CoD e a fórmula é basicamente a mesma dos games anteriores: seguir um NPC que não para de tagarelar, sentar a bala nos inimigos e dominar algum veículo para um intenso confronto em movimento. Como exemplo, temos um tiroteio entre o protagonista pendurado em um ônibus em velocidade e um helicóptero infestado de agentes da KVA.

O modo campanha exige cerca de sete horas para ser concluído, mas pode variar dependendo do nível de dificuldade escolhido. Uma das grandes novidades fica por conta do inédito sistema de upgrades, no qual o jogador pode gastar pontos conquistados dentro dos estágios para melhorar habilidades específicas do personagem.

Ainda que o sistema seja extremamente simples, ele consegue mascarar um pouco a batida fórmula CoD que todos nós já conhecemos muito bem. É altamente recomendável iniciar a jogatina pela história, já que é lá que você vai aprender a controlar os novos movimentos e também conhecer o insólito arsenal tecnológico.
A campanha de Advanced Warfare é curta, mas intensa (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)A campanha de Advanced Warfare é curta, mas intensa (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

Tiros por todos os cantos



É no modo multiplayer que Advanced Warfare consegue brilhar, mesmo com algumas falhas pontuais. Se você é um jogador assíduo de CoD, prepare-se para “reaprender a andar”. Pois a mecânica de movimento foi totalmente reformulada, expandindo as possibilidades de execuções e deixando a jogatina muito mais frenética.

O exoesqueleto é capaz de modificar completamente a dinâmica de uma partida. Afinal, dependendo do equipamento escolhido, é possível ficar invisível, enxergar outros players temporariamente através das paredes, se manter estático no ar ou correr muito mais rápido. Há uma enorme variedade de exoesqueletos que podem ser acrescentados aos seus sets personalizados, o que acaba diversificando ainda mais o gameplay.

Movimentar-se em Advanced Warfare é uma tarefa imprescindível e que certamente vai mantê-lo vivo por mais tempo. O clima no modo multiplayer é sempre de tensão, visto que os oponentes podem surgir de dentro de uma construção, de cima de uma plataforma ou de uma das inúmeras saídas que as localidades promovem.
Multiplayer é o ponto mais alto de Advanced Warfare (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)Multiplayer é o ponto mais alto de Advanced Warfare (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)

No geral, os ambientes não são grandes, mas, em certos mapas, fica explícita a intenção da Sledgehammer de “empurrar” os jogadores para os confrontos verticais. Sim, as imensas plataformas perpendiculares ao chão foram concebidas unicamente para obrigar o gamer a colocar todas as técnicas de movimentação à prova.

A verdade é que as mudanças aplicadas no CoD deste ano também vão interferir diretamente no desempenho dos chamados “campers”. Quem adora ficar escondido em apenas um lugar, dificilmente irá sobreviver. O segredo é justamente utilizar os pulos duplos e a habilidade de dash para dificultar a mira adversária.

A necessidade de pular de forma incessante é aprendida na marra. Afinal, o tiroteio é intenso, com balas estalando por todos os cantos e inimigos brotando de todos os lugares possíveis. Aliás, é por isso que o respawn do game precisa ser corrigido urgentemente.
O título conta com um vasto catálogo de mapas e armas.




Infelizmente, você vai nascer com frequência na cara da equipe rival. Isto significa que mesmo antes de nascer, o seu soldado já vai estar tomando chumbo na testa. A imprecisão dos respawns prejudica a experiência multiplayer (especialmente em modos, como Domination e HardPoint, que exigem uma locomoção maior), entretanto é uma falha que pode ser corrigida através de uma simples atualização.

Como já era de se esperar, Advanced Warfare também veio para corrigir os erros de Ghosts e, por isso, trouxe uma grande variedade de mapas e modos, totalizando 13 ambientes e 11 modalidades.

Com relação aos armamentos, fique tranquilo, pois você está bem servido. O game mima o jogador com um vasto arsenal, que oferece desde fuzis de assalto e submetralhadoras cuspidoras de balas, até escopetas e itens especiais.
Nova movimentação intensifica o tiroteio do game (Foto: Divulgação/Victor Teixeira)Nova movimentação intensifica o tiroteio do game (Foto: Divulgação/Victor Teixeira)

Embora hajam boas armas, as submetralhadoras são claramente mais fracas do que os fuzis de assalto. O desempenho de certos equipamentos, como a SAC3, por exemplo, simplesmente não pode ser equiparado à Bal-27 – só para citar um dos fuzis. No quesito armamento, a Sledgehammer realmente precisa equilibrar um pouco mais as coisas.

Um dos pontos mais positivos do multiplayer de Advanced Warfare é sem dúvida o novo “Time To Kill”, que nada mais é do que o tempo necessário para derrubar um oponente. Se no Ghosts não era possível trocar balas com os adversários, já que era muito mais fácil morrer com poucos tiros, agora, você terá tempo de sobra para reagir às investidas. Além de ter que se preocupar com a frenética movimentação, ainda é preciso calibrar a mira para não fazer feio em um embate cara a cara.
Personalização, slots e killstreaks

No recém-lançado game, o jogador conta com o sistema “Pick 13″, que revigora o “Pick 10″ de Black Ops 2. Através dele, é preciso administrar todos os recursos de forma correta para permanecer dentro do limite de 13 pontos. A nova dinâmica exige que o jogador tenha estratégia e conhecimento suficiente para personalizar a melhor classe.

Dentro do número imposto pelo próprio título, você pode misturar habilidades exo com lançadores diferenciados, além de implementar acessórios de killstreaks, como torretas remotas, VANTs de reconhecimento e ainda uma plataforma de ataque cibernético para desativar radares e retículas inimigas. Vale lembrar que cada equipamento normalmente custa um ponto e não é permitido exceder os 13 pontos.

No decorrer das partidas, será comum encontrar jogadores que vivem de habilidades de killstreaks, ao mesmo tempo em que outros conseguem praticar jogadas melhores, graças aos exoesqueletos.

Desde a saga Modern Warfare, Call of Duty oferece recompensas no multiplayer. Quanto mais você joga, maiores são as chances de conseguir armas, acessórios e equipamentos de elite. O seu arsenal pode ser constituído por cerca de 80 itens e, caso você esteja interessado em se desfazer de um apetrecho, basta trocá-lo por pontos de experiência.




Se você gosta de gastar centenas de horas subindo de nível para almejar o topo do ranking mundial, então os 15 novos Prestiges devem agradá-lo. O clássico modo vai satisfazer os players mais experientes, que podem dar Prestige assim que o nível 50 for alcançado. A adição de novos níveis faz com que o multiplayer tenha um fator replay ainda maior.
Sobrevivendo ao lado dos amigos

O modo Cooperativo de Advanced Warfare, intitulado de Sobrevivência Exo, não é um mero coadjuvante. No co-op, você pode se juntar ao lado de outros três jogadores para encarar os mais variados desafios – inclusive, há também uma multidão de zumbis para brindar a clássica modalidade.

Conforme você sobrevive, novas hordas de inimigos surgem e a dificuldade consequentemente aumenta. Nos intervalos das rodadas, você pode gastar os seus pontos conquistados para comprar novos acessórios, armas e exoesqueletos.


Verdadeiramente “next-gen”

No PC, Xbox One e PlayStation 4, o rótulo de jogo “verdadeiramente next-gen” não é à toa. Os mapas são minuciosamente detalhados e diversificados, fazendo com que Advanced Warfare seja um dos shooters mais belos até o momento.

Enquanto Call of Duty: Ghosts trouxe mapas mais escuros e que expuseram cores mais “sujas”, na nova empreitada, os ambientes possuem cores mais vibrantes, lembrando bastante o clima de Black Ops 2. Isso significa que fica mais fácil localizar os soldados rivais saltitando por aí.

Com relação aos efeitos sonoros, a franquia Call of Duty ainda continua sendo uma das melhores na área. Os barulhos dos tiros pipocando e das granadas de fragmentação transformando os oponentes em pedaços soam como música para os ouvidos. Sinceramente, a franquia mais do que nunca expõe a sua qualidade de game “AAA”.



É claro que o visual da campanha é ligeiramente superior ao material do multiplayer, mas a qualidade gráfica é indiscutível, independente do modo. Em mapas com um maior número de elementos no cenário, como é o caso da pirâmide escalonada de Instinct, será comum parar no meio do gameplay para apreciar a fauna do lugar.

Os detalhes dos personagens são realmente de cair o queixo. Principalmente nos consoles da nova geração e PC, é possível notar efeitos impressionantes, como expressões convincentes e até imperfeições de pele.

Conclusão

Call of Duty: Advanced Warfare é um dos melhores games da franquia até o momento. Com um robusto pacote de conteúdo multiplayer e cooperativo, a Sledgehammer demonstrou que a série pode se reinventar sem perder o seu feeling característico. O primeiro episódio da “Era Advanced” não é perfeito, mas agora temos a certeza de que a série está no caminho certo para voltar a reinar no âmbito do gênero FPS.


Fonte: techtudo
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